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Janeiro 13, 2006

Continuando (...)

Em resposta ao Rui: "Digo isto porque a questão de quem gerirá o dinheiro é objectivamente irrelevante para resolver o problema existente (provem-me o contrário)."

Só isto:
Fundos de pensões com rentabilidade de 8,2 por cento em 2005

Quanto à questão de forma. Só haverá desonestidade intelectual, meu caro, se não se acreditar efectivamente que a inclusão de uma componente de gestão privada é essencial para a solução, e se se pretender apenas usar o actual estado calamitoso da segurança social para "justificar" uma tal medida.

Não é o caso, garanto-lhe. A solução que temos vindo a trabalhar, e que significa, na prática, prejudicar as reformas mais altas a favor das mais baixas na parte pública do sistema (a minha e a sua, portanto), o que será compensado com a parte privada do sistema, em que cada um será livre de escolher o que mais lhe apraz, tem também um carácter de urgência.

De facto, e para entendermos os números envolvidos, o volume de pensões pago previsível em 2005, rondará os 10,800 mil milhões de euros. Ao nível de contribuições o ano de 2005, deverá garantir quase 12 mil milhões. Ora no dia em as contribuições sejam inferiores às obrigações o modelo em que temos vindo a trabalhar deixa de ser possível de implementar.

Esta é também a melhor forma, ou assim acreditamos, de reintroduzir o príncipio da capitalização no sistema de segurança social, o qual é menos permeável às variações demográficas, julgo que não é necessário explicar porquê.

Por outro lado, ao deixar-se na mão do Estado apenas e tão só a componente social do sistema de protecção na reforma está-se a fazer um reposicionamento estratégico do Estado. O Estado não consegue fazer tudo, mas pode ser que consiga fazer o que lhe compete. O que não tem acontecido, como todos sabemos.

A manutenção do actual sistema, implicará, a prazo, curto, um aumento drástico da carga fiscal ou a diminuição drástica dos benefícios concedidos.

É isto que se quer evitar. Se o que é preciso para que isso aconteça, é assumir que a gestão privada de parte das pensões é necessária, so be it. Nada de fundamentalismos.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Cool blog, interesting information... Keep it UP » »

8:57 AM  
Anonymous Anónimo said...

Enjoyed a lot! » »

1:07 PM  

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