Sobre segurança social e certas precipitações
Partir de um texto mínimo, ignorando os antecedentes (V. o Expresso de 19 de Novembro, agora só disponível on-line para assinantes, aqui), bem como as declarações que o António Duarte tem tido a paciência de fazer (e vai mostrando vocação para esse trabalho de divulgação das nossas reflexões conjuntas, que é a minha forma de o coagir a continuar a aceitar o fardo), para falar de "desonestidade intelectual" e concluir, sem mais, que "a solução está mais na brutal medida de passar todas as reformas de responsabilidade pública para o salário mínimo nacional do que no que se passará a seguir..." é precipitado.
E, fosse eu um espírito mais fraco, seria mesmo desalentador.
A culpa é, em parte nossa. O Estudo tem sido um projecto em curso, encaixado a custo em agendas nem sempre coincidentes, salvo no que concerne à sua sobrecarga. E não está publicado.
Em resposta deixo apenas estas questões:
1) O Rui entende que compete ao Estado Social assegurar da mesma forma reformas de 500, de 5.000 e de 50.000 € mensais?
2) O Rui entende que se justifica que um trabalhador receba menos reforma para o mesmo nível de descontos só para manter a teimosia do sistema exclusivamente público?
3) O Rui acha que é justo que todos venhamos a pagar mais impostos no futuro, porque a segurança social vai precisar de crescentes transferências do Orçamento de Estado para manter aquela mesma teimosia?
E, fosse eu um espírito mais fraco, seria mesmo desalentador.
A culpa é, em parte nossa. O Estudo tem sido um projecto em curso, encaixado a custo em agendas nem sempre coincidentes, salvo no que concerne à sua sobrecarga. E não está publicado.
Em resposta deixo apenas estas questões:
1) O Rui entende que compete ao Estado Social assegurar da mesma forma reformas de 500, de 5.000 e de 50.000 € mensais?
2) O Rui entende que se justifica que um trabalhador receba menos reforma para o mesmo nível de descontos só para manter a teimosia do sistema exclusivamente público?
3) O Rui acha que é justo que todos venhamos a pagar mais impostos no futuro, porque a segurança social vai precisar de crescentes transferências do Orçamento de Estado para manter aquela mesma teimosia?

5 Comments:
Como em tudo, teremos primeiro por optar pelo que consideramos justo e depois procurar enquadramento económico que nos permita dar satisfação á nossa pretensão, mas penso não ser difícil encontrar enquadramento económico para o que considero um princípio mínimo de justiça.
Assim:
1-A Segurança Social é um sistema que visa dar coberturas m´nimas que possam contribuir para a manutensão da dignidade humana.
2-Todos devem contribuir com as suas quotas para o bolo geral, descontando sobre a totalidade dos seus vencimentos sem qualquer excepção.
3-As reformas devem ter um mínimo(O salário mínimo) e um máximo, num escalão 1/10.
4-Nesta fase de dificuldades vamos aceitar o limite de 65 anos, na esperança de o poder baixar.
ETC......
Uma pergunta sincera aos entendidos autores deste blog. Fala-se do desrespeito pela Lei de Bases na SS. É verdade? Se sim, qual o impacto nas financas da SS? Para onde foi o dinheiro das nossas reformas?
Agradecido,
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